quinta-feira, 31 de março de 2011

A ordem é suficiente para o bem comum?

Apartir da análise da história da política, percebemos que a ordem, que na teoria deveria trazer o bem comum para a sociedade (visto que sem leis, sem castigos para os delitos cometidos, a mesma se torna caótica e o bem estar comum nao seria capaz de existir), não é suficiente para trazer o bem estar comum. Como já presenciamos no passado, e ainda presenciamos, o Estado muitas vezes usufrui e abusa do poder e da ordem, de forma que não visa mais o bem comum do povo, e sim de ter a necessidade de se manter frente ao poder, por muitas vezes produz injustiças, ressalta diferenças e abusa da força para a manutenção. Mas a falta total de ordem culminaria na estagnação da evolução da sociedade. Thaís Macedo

Soberania pela ordem e o bem comum

O fato de de serem inferidos o bem comum e a ordem como concepções convergentes e não dicotômicas, no âmbito político, remete-se à concepção deste de campo de considerar o conceito de "bem comum" como garantia de segurança de seus cidadãos em face a um inimigo externo ou interno, sendo esta integridade interna resultado da solidez da ordem nos respectivos territórios do Estado. Entretanto, quando da estoicidade dos regimes totalitários, a ordem imposta pelo Estado tendo por objetivo o fim inalienável do bem comum, revelou não ser esse unicamente um produto da ordem, porquanto a austeridade dessa mais granjeou o descontentamento e a revolta de seus cidadãos do que o sentimento contrário. Destarte, a relação ordem - bem comum pode ser traduzida, numa linha de pensamento ousada, como um utensílio ideológico da classe ou indivíduo dominante como meio de não desassenhorar-se do poder.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O bem-comum e a ordem

Ainda que se apresente como um dos pressupostos para a concretização do bem-comum, o estabelecimento da ordem, exclusivamente, não é o suficiente para a garantia do bem coletivo. Mais do que a implementação de medidas administrativas que organizam a sociedade, é imprescindível que a ordem construa a base para a igualdade, estabelecendo regras que valham para a totalidade do grupo, em detrimento das regras individuais. Dessa forma, as necessidades básicas seriam garantidas a todos os indivíduos, e estes, se constituiriam como cidadãos, de fato dotados de direitos e deveres e, portanto conscientes e atuantes. Somente dessa forma o bem-comum seria atingido, visto que cada cidadão seria atuante na manutenção da ordem e esta não estaria submetida a interesses de determinados fragmentos da sociedade.

O bem comum é a ordem para a política?

Para a política, o bem comum não é sinônimo de ordem, essas idéias são diferentes. De acordo com Norberto Bobbio, o fim da ação política não é o bem comum, por este ser algo genérico, e sim a ordem. Esta seria o fim mínimo da política, como caracteriza Bobbio. A diferença ocorre, pois a ordem seria o meio para atingir o bem comum, ela garantiria alguns aspectos fundamentais para que seu objetivo (o bem comum) seja alcançado. Alem disso, para manter a ordem, e regular o Estado, é necessário que este tenha o monopólio da violência. Assim, o Estado, com a existência de uma política, garantiria o bem comum, evitando a desordem.

Para a política, o bem comum é a ordem?

Analisando-se a política que é colocada em prática, surge-se o questionamento se o bem comum corresponde à ordem dentro da sociedade. Fica claro a conotação de bem comum, nesse caso, como o sinônimo de ordem ou do necessário como base para se formarem e existirem relações sociais de fato humanizadas, além de estabelecer-se o desenvolvimento dentro de um Estado. Politicamente, é necessário a existência de uma base dita comum e favorável a sociedade como grupo ou coletivo, sendo assim, a ordem é estipulada como essa base, como um dos fundamentos necessários para a evolução social e principalmente serve para colaborar com a melhora nas condições estatais, aparando os fios que se desprenderam com a evolução da sociedade moderna.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Bem-vindos!

Se há algo que nos seduz é a política. A sedução que a mesma exerce sobre nós é enorme, imensurável. Dizem que o homem que conhece o amor, é o homem que não conhece o poder, normalmente, político. Uma afirmação, ao mínimo, curiosa.