quinta-feira, 31 de março de 2011

A ordem é suficiente para o bem comum?

Apartir da análise da história da política, percebemos que a ordem, que na teoria deveria trazer o bem comum para a sociedade (visto que sem leis, sem castigos para os delitos cometidos, a mesma se torna caótica e o bem estar comum nao seria capaz de existir), não é suficiente para trazer o bem estar comum. Como já presenciamos no passado, e ainda presenciamos, o Estado muitas vezes usufrui e abusa do poder e da ordem, de forma que não visa mais o bem comum do povo, e sim de ter a necessidade de se manter frente ao poder, por muitas vezes produz injustiças, ressalta diferenças e abusa da força para a manutenção. Mas a falta total de ordem culminaria na estagnação da evolução da sociedade. Thaís Macedo

3 comentários:

  1. Thais, concordo com o que você disse, mas, se permite, complemento. O Estado realmente é visto como aquele que manipula a ordem para seu próprio interesse, gerando injustiças. Mas, mesmo que não seja o suficiente, ele tem sempre que visar o bem comum da sociedade, pois se não há esse bem, não há sociedade. E o Estado só tem função quando há quem governar; ou seja, sem a sociedade, não há Estado, certo? O que tem de mudar é a posição de prioridade que o bem comum da sociedade deve tomar, apesar que, pelo próprio tamanho dela, é impossível que a Política atenda ao que cada cidadão acredita ser o 'bem comum'. Talvez, justamente por essa heterogeneidade de opiniões, tantas vezes tenhamos presenciado conflitos e greves em todos os países.
    Aqui, eu acho, cabe uma pequena crítica à nossa bandeira brasileira: apesar de acreditar que a ordem é essencial para a manutenção da sociedade, eu discordo da famosa frase "Ordem e Progresso". Nela, há a premissa de que o progresso deve vir necessariamente da ordem, mas todas as grandes Revoluções do mundo, desde a Francesa até a Primavera Árabe, que levaram a um progresso, qualquer que tenham sido, provam que não. Nem sempre o progresso vem da ordem, mas ao contrário, da desordem generalizada.

    Luiza E. Munhos

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  2. Thaís, também concordo sobre a ordem ser insuficiente para o bem comum,porém , gostaria de complementar sua citação a respeito da produção de injustiça por parte do Estado, utilizando o Brasil como base. Desde a origem do Estado brasileiro após a independência, temos notícias de corrupção. Nosso Estado esqueceu-se completamente da sua verdadeira função, que seria justamente (tentar) trabalhar para fazer surgir na sociedade o bem comum, e passou a basear-se em políticas injustas,indo para um caminho oposto.Na minha opinião, o maior exemplo disso é o mau uso do dinheiro público arrecadado pela nossa carga tributária que, diga-se de passagem, é uma das maiores do mundo.Muitos brasileiros que trabalham honestamente e pagam seus impostos não obtém o retorno desse dinheiro, que deveria ser investido na educação , saúde e transportes, principalmente.Isso os obriga a gastarem ainda mais, com o pagamento de escola particular para seus filhos,plano de saúde e transporte privado.Enquanto isso, o dinheiro dos impostos é gasto no sustento do luxo de nossos representantes em Brasília.Fazendo um gancho com o comentário acima , eu me pergunto: diante dessa situação, aonde está a ordem e o progresso inscritos em nossa bandeira?

    Christine P. Souza

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  3. A ordem é o meio pelo qual a sociedade deve se regular. Porém, não é o único fator que faz com que o bem comum seja alcançado.
    Como dito no texto, muitos governantes após conhecerem o poder não querem perdê-lo e assim, acabam transformando seus Estados em autoritários visando o seu próprio bem estar e não o da população. Podemos citar como exemplos os governos da Líbia, do Egito. E concordo com o primeiro comentário sobre o lema de nossa bandeira. Nem sempre a ordem vem junto com o progresso, pois o povo tem o direito de exigir o seu 'bem comum'seja pela ordem ou pela desordem.

    Leticia Cordeiro de Souza Paes
    RA00101639

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